Faculdade Maurício de Nassau UNINASSAU | Ser Educacional
14 Agosto
MATÉRIA
Homens ainda são minoria entre professores de creche e pré-escola
Por Gilma Benjoino

SÃO PAULO - Há dez anos, o primeiro dia de aula é sempre igual para o professor José Tiago França. Os pais chegam para deixar seus filhos na escola e estranham que será um homem o responsável pela educação e os cuidados com as crianças de 2 anos. Apesar de ter crescido a presença masculina entre professores de creche e de pré-escola (de zero a 5 anos), ela ainda é bem pequena. Em todo o País, dos mais de 575 mil docentes dessa etapa, apenas 3,7% são homens - há sete anos, eram 2,8% do total, segundo o Censo Escolar.  
 

10 Agosto
Matéria
Fiocruz desenvolve tratamento molecular inédito para o câncer
Por Edjacy Lopes

Fonte: Canal Saúde / Fiocruz

 

Reportagem do programa Em Pauta na Saúde (7/8) do Canal Saúde apresenta novo exame molecular da Fiocruz que permite personalizar o tratamento do câncer. Desenvolvido por pesquisadores da Fundação, o teste avalia não só o perfil das células malignas, mas também o das células saudáveis, o que ajuda a encontrar a melhor decisão terapêutica.

Clique aqui: https://agencia.fiocruz.br/fiocruz-desenvolve-tratamento-molecular-inedito-para-o-cancer 

 

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08 Agosto
Matéria
3 dicas de como se dar bem em apresentações orais
Por Onildo Ribeiro

Muitas vezes precisamos fazer apresentações orais, mas não sabemos como organizar as ideias de modo claro e objetivo. Seja por timidez, seja pela falta de prática de falar em público, fazer trabalhos que exijam essa exposição podem ser um tanto difíceis, mas não são nenhum bicho de sete cabeças. Por isso, reunimos aqui algumas dicas para você se dar bem em apresentações orais e conseguir um bom desempenho. 
 

Construa um roteiro topificado da sua apresentação 

Esqueça os textões e aposte nos tópicos. A utilização de tópicos ajudam na organização das ideias, pois criam um mapa mental de como você irá fazer a abordagem do assunto a ser apresentado. Uma coisa importante é utilizar palavras-chave, pois elas irão trazer as questões principais do tópico da sua apresentação. Se você dispuser de equipamentos tipo data-show, isso vale para seus slides, caso não, é recomendado que você utilize fichas pautadas, para ir olhando seus tópicos durante sua fala. 
 
Utilize recursos lúdicos 
 
Para uma apresentação oral de seminário acadêmico por exemplo, além da explanação verbal, é interessante que o estudante ou profissional utilize  meios que fujam um pouco da fala e possam explorar outras possibilidades, como o uso de recursos que podem ser feitos em programas específicos para apresentações. No entanto um grande erro que diversos estudantes e profissionais cometem, é utilizar textos extensos nas apresentações visuais, acreditando que isto, irá garantir que todas os pontos relevantes sejam abordados. Muitas vezes o uso de ícones, infográficos e vídeos, podem ser melhores do que explicações orais. Quando as falas são muito longas, tendem a ficar cansativas e dispersar o ouvinte. Existem plataformas gratuitas que oferecem a possibilidade de criação de apresentações de uma maneira mais dinâmica e com layouts visualmente atrativos, a exemplo  do Prezi e do Piktochart. A utilização desses recursos, ajudam a deixar tudo mais criativo, movimentado e interessante, mantendo os expectadores atraídos pelo seu conteúdo. 
 
Para ler na íntegra, clique aqui. 

07 Agosto
MATÉRIA
As 8 principais características da aprendizagem baseada em projetos
Por Mariana Araújo

Quais características da Aprendizagem baseada em projetos devem ter. O que deve ser incorporado em cada projeto para que os alunos possam transformar um mero "projeto" em uma experiência de aprendizagem moderna e conectada? Dezenas de características se encaixam na aprendizagem baseada em projetos – aliás, sua popularidade vem exatamente de sua flexibilidade. Confira as principais:

Confira a matéria completa aqui.

31 Julho
Matéria
Estética na Oncologia - Muito além da beleza
Por Ivana Santos

Você já ouviu falar em Síndrome Mão-Pé?!

Vamos entender um pouquinho mais sobre o assunto, e como surge essa síndrome…..

ETIOPATOGENIA

Neoplasia é a expressão utilizada para indicar alterações com consequente crescimento exagerado das células. Podem ser benignas ou malignas, considerado o Câncer uma alteração Maligna.

O tratamento para o câncer consiste em inibir a proliferação das células neoplásicas, podendo utilizar para isso de três principais métodos: quimioterapia, radioterapia e/ou cirurgia.

A quimioterapia utiliza de compostos químicos, aplicados por infusão e/ou via oral, em dosagem indicada pelo médico responsável, de acordo com a necessidade e evolução do paciente.

Um dos efeitos colaterais é conhecido como “Síndrome Mão-Pé” (SMP).

INCIDÊNCIA

Essa síndrome aparece em média após 79 dias de tratamento, com incidência de aproximadamente 50% em pacientes que utilizam um tipo especifico de quimioterapia, a fluoropirimidina oral. Desses, 1 em cada 4 apresenta toxicidade severa.

CARACTERÍSTICAS

É caracterizada pela presença de alterações de sensibilidade nas palmas das mãos e plantas dos pés, incluindo hipoestesia. Após três a quatro dias, edema, calor, dor em queimação e eritema local aumentam progressivamente.

Podemos caracterizar de acordo com o quadro abaixo a evolução da SMP:

EVOLUÇÃO

Abaixo imagens  da SMP de acordo com sua evolução:

SMP grau 1

SMP grau 2

SMP grau 3

Como pode ser observado, a SMP apresenta intensa desidratação e descamação na palma das mãos e planta dos pés, além de, como dito anteriormente, alteração de sensibilidade.

TRATAMENTOS ESTÉTICOS

Antes de realizar qualquer tratamento em pacientes oncológicos, em fase de tratamento ou não, deve-se ter autorização do médico responsável.

Também é necessário que antes do atendimento haja uma integração e um trabalho que envolva equipe multidisciplinar composta dos demais profissionais da área da saúde tais como, Psicólogos, Fisioterapeutas e Enfermagem.

Deve-se estudar e realizar anamnese detalhada de cada paciente para elaborar o melhor protocolo de atendimento para cada caso, bem como estudar a fase de evolução do tratamento e estágio da doença.

Após esses cuidados, os tratamentos estéticos realizados, em especial para SMP são:

– Protocolos com hidratação cosmética para mãos e pés;

– Orientações sobre o uso dos cosméticos para manutenção da hidratação home care e prevenção de rachaduras e lesões;

– Orientações sobre o uso e importância do filtro solar;

Os benefícios dos tratamentos Estéticos são muitos. Melhora da qualidade de vida, bem-estar e autoestima são os principais.

Mas, como dito anteriormente, o trabalho multidisciplinar é de extrema importância.

Assim, podemos entender que a área de atuação do Esteticista vai além dos protocolos de embelezamento.

Vale reforçar mais uma vez que, SEMPRE deve haver autorização médica para realização de qualquer tratamento, além de envolver um trabalho multidisciplinar.

Fonte: http://negocioestetica.com.br/site/muito-alem-da-beleza/

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31 Julho
Matéria
Legalidade das atribuições clínica é reafirmada
Por Juliana Carreiro

Em decisões assinadas esta semana, os juízes federais Denise Dias Dutra Drumond e João Carlos Mayer Soares extinguiram dois processos movidos contra o Conselho Federal de Farmácia (CFF), pelos conselhos regionais de Medicina do Tocantins (CEM-TO) e de Alagoas (CREMAL), respectivamente. As decisões se somam a inúmeras outras e vêm reafirmar a legalidade das resoluções do CFF, mantendo o entendimento manifestado até agora pelos juízes de que não procedem os argumentos defendidos por algumas entidades médicas. 

O CRM-TO pleiteava a anulação das resoluções de números 585 e 586, de 2013, que dispõem sobre as atribuições clínicas do farmacêutico e a prescrição farmacêutica. O CREMAL, além de pedir a declaração de ilegalidade e inconstitucionalidade das duas normativas, ainda pretendia que o CFF fosse impedido de expedir resoluções com o objetivo de definir ou modificar atribuições ou competência dos farmacêuticos, conforme previsto na alínea “m”, da da Lei nº 3820/1960. Na ação, o órgão pleiteava a declaração incidental de inconstitucionalidade deste trecho da lei. 
 
Segue link da matéria completa

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25 Julho
MATÉRIA
Praticar a atenção pode ajudar você a aprender uma nova tarefa
Por Mariana Araújo

São Paulo – Cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, revelaram que a prática pode levar, sim, à perfeição quando o assunto é aprender algo novo. Em um estudo, publicado no jornal PLOS Biology, eles comprovaram que praticar o ato de “prestar atenção” pode aumentar o desempenho em uma nova tarefa.

Confira a matéria completa aqui.

19 Julho
MATÉRIA
PrEP no SUS: o que esperar do novo método de prevenção ao HIV?
Por Edjacy Lopes

O SUS está diante de um novo desafio na prevenção ao HIV/Aids: incorporar o medicamento utilizado na pré-exposição ao vírus, que começa a ser oferecido na rede pública para populações consideradas sob maior risco de contrair o HIV. O método conhecido como Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) consiste no uso diário de um medicamento antirretroviral - o Truvada - para prevenir a infecção pelo vírus. Para entender o impacto que esta nova estratégia terá na política de prevenção à Aids no Brasil, a revista Radis da Fiocruz conversou com alguns especialistas e ativistas dedicados ao tema, que apontam que a adoção da PrEP no SUS é um passo importante, mas que ainda precisa ser expandido para toda a população.

Confira a matéria completa aqui.

11 Julho
Salvador
Estudo avalia potencial de urbanização da febre amarela
Por Edjacy Lopes

Um estudo liderado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com o Instituto Pasteur, na França, aponta para o potencial de re-emergência de transmissão urbana de febre amarela no Brasil, reforçando a importância de medidas preventivas, como a vacinação e o controle vetorial. Em laboratório, os cientistas mediram a eficiência de mosquitos urbanos e silvestres do Rio de Janeiro quanto ao potencial de transmitir o vírus da febre amarela. Os dados apontam que os insetos fluminenses das espécies Aedes aegyptiAedes albopictusHaemagogus leucocelaenus e Sabethes albipirvus são altamente suscetíveis a linhagens virais tanto do Brasil, quanto da África. A competência vetorial dos mosquitos Aedes também foi verificada em Manaus e, em menor grau, em Goiânia. A capacidade de transmissão desses vetores foi confirmada ainda para a cidade de Brazzaville, capital do Congo.

Mosquitos dos gêneros Aedes, Haemagogus e Sabethes já são conhecidos há décadas pela ciência como vetores do vírus da febre amarela. No entanto, sua eficiência para disseminar a doença pode variar devido à diversidade de populações de insetos e da combinação entre os insetos e as diferentes linhagens virais. Por isso análises locais, como a que acaba de ser realizada, são importantes. “Atualmente o Brasil enfrenta epidemia decorrente do ciclo de transmissão silvestre de febre amarela. No entanto, temos de estar vigilantes sobre o potencial de disseminação do vírus por espécies urbanas de mosquitos. Por isso estudos como esse são fundamentais”, afirma Ricardo Lourenço de Oliveira, chefe do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC e um dos coordenadores da pesquisa. “Os dados indicam que na hipótese de o vírus ser introduzido na área urbana do Rio de Janeiro por um viajante infectado, existem múltiplas oportunidades para o início da transmissão local”, acrescenta o pesquisador. Publicado na revista internacional Scientific Reports, o trabalho também contou com a colaboração do Instituto Evandro Chagas, no Pará.

Para prevenir o transbordamento da doença do ciclo silvestre para o urbano, o estudo ressalta que é essencial que as pessoas em contato com as áreas de mata onde há circulação da forma silvestre do agravo sejam imunizadas. Além disso, considerando o risco de introdução a partir de outros países endêmicos, a exigência de vacinação para viajantes que visitam as cidades brasileiras deve ser avaliada. “Eliminar os criadouros e controlar a proliferação do Ae. aegypti é outra medida importante para evitar a re-emergência da febre amarela urbana no Brasil, além da questão básica e já amplamente conhecida de ser responsável pela transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya”, ressalta a entomologista Dinair Couto Lima, pesquisadora do mesmo Laboratório e primeira autora do artigo.

Testes de competência vetorial

A pesquisa contemplou mosquitos Ae. aegypti e Ae. albopictus de regiões do Brasil com características epidemiológicas variadas em relação à circulação do vírus da febre amarela. Na Amazônia, onde a forma silvestre da doença é endêmica – ou seja, os casos são registrados de forma sustentada – foram coletados e testados insetos de Manaus. No Centro-Oeste, que registra surtos cíclicos de febre amarela silvestre e é apontado como área de transição entre a região endêmica e as áreas livres do agravo no país, os mosquitos foram capturados em Goiânia. Já no litoral do Sudeste, onde não havia notificação de casos por mais de 70 anos, até o surto iniciado no final de 2016, os pesquisadores escolheram o Rio de Janeiro para as coletas. Neste caso, além dos Aedes, foram avaliados mosquitos silvestres das espécies Hg. leucocelaenus e Sa. albipirvus. O trabalho analisou ainda insetos Ae. aegyptie Ae. albopictus coletados em Brazzaville, no Congo, onde a febre amarela silvestre é endêmica, mas causada por linhagens virais diferentes das detectadas no Brasil.

Com relação aos vírus da febre amarela, entre os sete genótipos que circulam no mundo, o estudo contemplou a linhagem sul-americana 1, predominante no Brasil, incluindo o subtipo 1D, responsável pela maioria dos casos até 2001, e o subtipo 1E, majoritário nos últimos anos. Também foi utilizada uma linhagem da África ocidental, isolada no Senegal.

Entre os vetores urbanos avaliados, os Ae. aegypti do Rio de Janeiro apresentaram maior potencial para disseminar o vírus da febre amarela (foto: Gutemberg Brito, IOC/Fiocruz)

 

Para realizar os testes, os pesquisadores coletaram ovos dos mosquitos nas cidades e em áreas de mata. Apenas no caso dos Sa. albiprivus, foram estudados insetos de uma colônia mantida em laboratório no IOC desde 2013. Após a eclosão dos ovos, os mosquitos foram separados por espécie e gênero. Grupos de fêmeas foram alimentados com amostras de sangue contendo vírus da febre amarela de diferentes linhagens. A capacidade de transmissão dos insetos foi medida pela presença de partículas virais infectantes – capazes de causar infecção – na saliva dos insetos após a ingestão do sangue com vírus. Quando testadas as linhagens virais brasileiras, o potencial para propagação da doença foi confirmado para todas as populações de mosquitos. Apenas os Ae. albopictus de Manaus não se mostraram capazes de transmitir a linhagem viral africana.

Além de confirmar o potencial de transmissão da febre amarela nas diferentes regiões, o estudo aponta que a eficiência para propagar o vírus varia entre as populações de mosquitos. Entre os vetores urbanos brasileiros, os Ae. aegypti do Rio de Janeiro apresentaram o maior potencial para disseminar o agravo, com mais de 10% dos mosquitos apresentando partículas virais infectantes na saliva 14 dias após a alimentação, independentemente da linhagem viral considerada. “De forma geral, verificamos que os Ae. aegypti e Ae. albopictus do Rio de Janeiro e de Manaus foram mais suscetíveis para transmitir os vírus da febre amarela, enquanto os insetos de Goiânia mostraram-se capazes de propagar a doença, mas com muito menos eficiência”, comenta Ricardo.

Os vetores silvestres do Rio de Janeiro apresentaram capacidade ainda maior para disseminação do agravo. Dependendo da linhagem do vírus considerada, 10% a 20% dos Hg. leucocelaenus apresentaram partículas infectantes na saliva 14 dias após a ingestão de sangue infectado. Já entre os Sa. albipirvus, esse percentual variou de 23% a 31%. Níveis semelhantes de competência vetorial foram observados entre os mosquitos Ae. aegypti e Ae. albopictus de Brazzaville, no Congo, o que, segundo os cientistas, reforça o potencial para transmissão da febre amarela urbana na também na África ocidental. De acordo com Dinair Couto, características comportamentais dos mosquitos Ae. aegypti e Ae. albopictus podem contribuir para a reurbanização da doença (foto: Gutemberg Brito, IOC/Fiocruz)

De acordo com Dinair Couto, características comportamentais dos mosquitos Ae. aegypti e Ae. albopictus podem contribuir para a reurbanização da doença (foto: Gutemberg Brito, IOC/Fiocruz)

 

Comparações do potencial de transmissão

Os dados indicam que a competência vetorial dos mosquitos Aedes para transmitir a febre amarela é menor do que para a disseminação de outras arboviroses. Em 2014, um estudo também liderado pelo IOC em parceria com o Instituto Pasteur apontou que 80% dos Ae. aegypti e 95% dos Ae. albopictus de algumas populações das Américas têm potencial para transmitir o vírus chikungunya apenas sete dias após ingerir sangue infectado. Com relação ao vírus zika, uma pesquisa publicada pelo mesmo grupo de cientistas em 2016 indicou que 60% a 93% dos Ae. aegypti do Rio de Janeiro podem disseminar a doença 14 dias após a ingestão de sangue infectado com linhagens virais isoladas no estado. No entanto, segundo os cientistas, considerando os hábitos comportamentais do Ae. aegypti e a grande frequência desse vetor nos ambientes urbanos brasileiros, os níveis verificados na pesquisa são suficientes para apontar o risco de transmissão urbana da febre amarela.

De acordo com os pesquisadores, o Ae. aegypti tem alto potencial para disseminar doenças devido ao contato constante com as pessoas: o mosquito estabelece seus criadouros dentro ou próximo das residências e se alimenta preferencialmente de sangue humano. Desta forma, o cenário observado no Rio de Janeiro, onde foram verificados os maiores níveis de competência vetorial dos mosquitos urbanos, além de alta capacidade de transmissão dos insetos silvestres, reforça a necessidade de alerta. “A febre amarela está às portas das cidades mais povoadas da costa atlântica brasileira, zona com uma das maiores densidades humanas de toda a América do Sul. A epidemia registrada em Angola, na África, no ano passado exemplifica a ameaça que isso representa. A partir de Angola, a doença chegou a países vizinhos, como a República Democrática do Congo e Uganda. A maioria dos casos foi registrada nas cidades, sugerindo a participação de vetores urbanos, especialmente o Ae. aegypti”, ressalta Ricardo.

Encontrado em matas, ambientes rurais, quintais e peridomicílios, os Ae. albopictus também podem contribuir para a urbanização da febre amarela. Segundo os cientistas, estes mosquitos se reproduzem em áreas com maior cobertura vegetal e costumam picar animais silvestres e domésticos, além do homem. “Os mosquitos Ae. albopictus podem se mover facilmente da floresta para locais periurbanos, e os maiores índices de infestação por essa espécie no Brasil são relatados nas regiões Sudeste e Sul, onde a febre amarela está circulando atualmente. Assim, devemos considerar a hipótese de que os insetos Ae. albopictus podem desempenhar o papel de ‘vetor de ponte’, ligando o ciclo silvestre ao ciclo urbano do agravo”, pondera Dinair.

Nas áreas peridomiciliares, as mesmas medidas adotadas contra o Ae. aegypti são importantes para combater o Ae. albopictus, incluindo evitar o acúmulo de água parada em garrafas, pratos de plantas e outros objetos deixados em quintais, assim como realizar a manutenção de calhas, instalar telas em ralos nesses ambientes e manter caixas d’água e outros depósitos bem vedados. A vacinação, nas localidades onde a imunização é indicada pelo Ministério da Saúde, também é fundamental para a prevenção da febre amarela.

Fonte: https://agencia.fiocruz.br/estudo-avalia-potencial-de-urbanizacao-da-febre-amarela

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11 Julho
Matéria
Fiocruz coordena projeto de prevenção ao vírus HIV
Por Edjacy Lopes

A Fiocruz coordenará o projeto de Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (ImPrEP) na América Latina, iniciativa que visa oferecer medicamentos antirretrovirais a cerca de 7.500 pessoas não infectadas pelo vírus do HIV. O objetivo do programa, que será lançado nesta quarta-feira (12/7) na Fiocruz, é reduzir o risco de aquisição da doença por via sexual. O foco são homens que fazem sexo com homens, mulheres transexuais e travestis. No Brasil, o Ministério da Saúde, através do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das [Infecções Sexualmente Transmissíveis] IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais, apoiará o projeto fornecendo todos os insumos, testes e medicamentos. O evento acontecerá às 9h, na Biblioteca de Obras Raras, no terceiro andar do Castelo Mourisco, na Fundação Oswaldo Cruz (Av. Brasil 4365, Manguinhos).

Inicialmente, o projeto contará com a participação de cidades em oito estados e, ao longo do primeiro ano, se expandirá para, pelo menos, um serviço em cada estado brasileiro. Além da profilaxia pré-exposição ao HIV, a iniciativa possibilitará a ampliação do diagnóstico das hepatites B e C, sífilis, HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis.

Financiado pelo Conselho Executivo do Fundo Internacional para a compra de Medicamentos (UNITAID, na sigla em inglês) e apoiado pela Fundação para Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec) da Fiocruz, o ImPrEP terá a duração de três anos e será realizado por um consórcio de instituições de ensino e pesquisa de Brasil, México e Peru, contando com o apoio dos ministérios da Saúde dos respectivos países.

Institutos

Na Fiocruz, o projeto será coordenado pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI). O Centro de Prevenção e Atenção Integral do HIV/Aids da Clínica Especializada Condesa será o responsável pela coordenação no México e no Peru a Universidade Cayetano Heredia será a coordenadora. 

No país, inicialmente o projeto contará com a participação de cidades em oito estados brasileiros e, ao longo do primeiro ano, a participação dos serviços será expandida a, pelo menos, um serviço em cada estado. No México, participarão cinco cidades (Cidade do México, Guadalajara, Puerto Vallarta, Oaxaca e Juchitan) e, no Peru, serão seis (Lima/Callao - províncias que concentram 71% dos casos de Aids do país -, Iquitos, Pucallpa, Tarapoto, Chiclayo e Trujillo).

 

Fonte: https://agencia.fiocruz.br/fiocruz-coordena-projeto-de-prevencao-ao-virus-hiv

 

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