Faculdade Maurício de Nassau UNINASSAU | Ser Educacional
31 Julho
Matéria
Legalidade das atribuições clínica é reafirmada
Por Juliana Carreiro

Em decisões assinadas esta semana, os juízes federais Denise Dias Dutra Drumond e João Carlos Mayer Soares extinguiram dois processos movidos contra o Conselho Federal de Farmácia (CFF), pelos conselhos regionais de Medicina do Tocantins (CEM-TO) e de Alagoas (CREMAL), respectivamente. As decisões se somam a inúmeras outras e vêm reafirmar a legalidade das resoluções do CFF, mantendo o entendimento manifestado até agora pelos juízes de que não procedem os argumentos defendidos por algumas entidades médicas. 

O CRM-TO pleiteava a anulação das resoluções de números 585 e 586, de 2013, que dispõem sobre as atribuições clínicas do farmacêutico e a prescrição farmacêutica. O CREMAL, além de pedir a declaração de ilegalidade e inconstitucionalidade das duas normativas, ainda pretendia que o CFF fosse impedido de expedir resoluções com o objetivo de definir ou modificar atribuições ou competência dos farmacêuticos, conforme previsto na alínea “m”, da da Lei nº 3820/1960. Na ação, o órgão pleiteava a declaração incidental de inconstitucionalidade deste trecho da lei. 
 
Segue link da matéria completa

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25 Julho
MATÉRIA
Praticar a atenção pode ajudar você a aprender uma nova tarefa
Por Maria Santos

São Paulo – Cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, revelaram que a prática pode levar, sim, à perfeição quando o assunto é aprender algo novo. Em um estudo, publicado no jornal PLOS Biology, eles comprovaram que praticar o ato de “prestar atenção” pode aumentar o desempenho em uma nova tarefa.

Confira a matéria completa aqui.

19 Julho
MATÉRIA
PrEP no SUS: o que esperar do novo método de prevenção ao HIV?
Por Sueli Maria

O SUS está diante de um novo desafio na prevenção ao HIV/Aids: incorporar o medicamento utilizado na pré-exposição ao vírus, que começa a ser oferecido na rede pública para populações consideradas sob maior risco de contrair o HIV. O método conhecido como Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) consiste no uso diário de um medicamento antirretroviral - o Truvada - para prevenir a infecção pelo vírus. Para entender o impacto que esta nova estratégia terá na política de prevenção à Aids no Brasil, a revista Radis da Fiocruz conversou com alguns especialistas e ativistas dedicados ao tema, que apontam que a adoção da PrEP no SUS é um passo importante, mas que ainda precisa ser expandido para toda a população.

Confira a matéria completa aqui.

11 Julho
Salvador
Estudo avalia potencial de urbanização da febre amarela
Por Sueli Maria

Um estudo liderado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com o Instituto Pasteur, na França, aponta para o potencial de re-emergência de transmissão urbana de febre amarela no Brasil, reforçando a importância de medidas preventivas, como a vacinação e o controle vetorial. Em laboratório, os cientistas mediram a eficiência de mosquitos urbanos e silvestres do Rio de Janeiro quanto ao potencial de transmitir o vírus da febre amarela. Os dados apontam que os insetos fluminenses das espécies Aedes aegyptiAedes albopictusHaemagogus leucocelaenus e Sabethes albipirvus são altamente suscetíveis a linhagens virais tanto do Brasil, quanto da África. A competência vetorial dos mosquitos Aedes também foi verificada em Manaus e, em menor grau, em Goiânia. A capacidade de transmissão desses vetores foi confirmada ainda para a cidade de Brazzaville, capital do Congo.

Mosquitos dos gêneros Aedes, Haemagogus e Sabethes já são conhecidos há décadas pela ciência como vetores do vírus da febre amarela. No entanto, sua eficiência para disseminar a doença pode variar devido à diversidade de populações de insetos e da combinação entre os insetos e as diferentes linhagens virais. Por isso análises locais, como a que acaba de ser realizada, são importantes. “Atualmente o Brasil enfrenta epidemia decorrente do ciclo de transmissão silvestre de febre amarela. No entanto, temos de estar vigilantes sobre o potencial de disseminação do vírus por espécies urbanas de mosquitos. Por isso estudos como esse são fundamentais”, afirma Ricardo Lourenço de Oliveira, chefe do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC e um dos coordenadores da pesquisa. “Os dados indicam que na hipótese de o vírus ser introduzido na área urbana do Rio de Janeiro por um viajante infectado, existem múltiplas oportunidades para o início da transmissão local”, acrescenta o pesquisador. Publicado na revista internacional Scientific Reports, o trabalho também contou com a colaboração do Instituto Evandro Chagas, no Pará.

Para prevenir o transbordamento da doença do ciclo silvestre para o urbano, o estudo ressalta que é essencial que as pessoas em contato com as áreas de mata onde há circulação da forma silvestre do agravo sejam imunizadas. Além disso, considerando o risco de introdução a partir de outros países endêmicos, a exigência de vacinação para viajantes que visitam as cidades brasileiras deve ser avaliada. “Eliminar os criadouros e controlar a proliferação do Ae. aegypti é outra medida importante para evitar a re-emergência da febre amarela urbana no Brasil, além da questão básica e já amplamente conhecida de ser responsável pela transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya”, ressalta a entomologista Dinair Couto Lima, pesquisadora do mesmo Laboratório e primeira autora do artigo.

Testes de competência vetorial

A pesquisa contemplou mosquitos Ae. aegypti e Ae. albopictus de regiões do Brasil com características epidemiológicas variadas em relação à circulação do vírus da febre amarela. Na Amazônia, onde a forma silvestre da doença é endêmica – ou seja, os casos são registrados de forma sustentada – foram coletados e testados insetos de Manaus. No Centro-Oeste, que registra surtos cíclicos de febre amarela silvestre e é apontado como área de transição entre a região endêmica e as áreas livres do agravo no país, os mosquitos foram capturados em Goiânia. Já no litoral do Sudeste, onde não havia notificação de casos por mais de 70 anos, até o surto iniciado no final de 2016, os pesquisadores escolheram o Rio de Janeiro para as coletas. Neste caso, além dos Aedes, foram avaliados mosquitos silvestres das espécies Hg. leucocelaenus e Sa. albipirvus. O trabalho analisou ainda insetos Ae. aegyptie Ae. albopictus coletados em Brazzaville, no Congo, onde a febre amarela silvestre é endêmica, mas causada por linhagens virais diferentes das detectadas no Brasil.

Com relação aos vírus da febre amarela, entre os sete genótipos que circulam no mundo, o estudo contemplou a linhagem sul-americana 1, predominante no Brasil, incluindo o subtipo 1D, responsável pela maioria dos casos até 2001, e o subtipo 1E, majoritário nos últimos anos. Também foi utilizada uma linhagem da África ocidental, isolada no Senegal.

Entre os vetores urbanos avaliados, os Ae. aegypti do Rio de Janeiro apresentaram maior potencial para disseminar o vírus da febre amarela (foto: Gutemberg Brito, IOC/Fiocruz)

 

Para realizar os testes, os pesquisadores coletaram ovos dos mosquitos nas cidades e em áreas de mata. Apenas no caso dos Sa. albiprivus, foram estudados insetos de uma colônia mantida em laboratório no IOC desde 2013. Após a eclosão dos ovos, os mosquitos foram separados por espécie e gênero. Grupos de fêmeas foram alimentados com amostras de sangue contendo vírus da febre amarela de diferentes linhagens. A capacidade de transmissão dos insetos foi medida pela presença de partículas virais infectantes – capazes de causar infecção – na saliva dos insetos após a ingestão do sangue com vírus. Quando testadas as linhagens virais brasileiras, o potencial para propagação da doença foi confirmado para todas as populações de mosquitos. Apenas os Ae. albopictus de Manaus não se mostraram capazes de transmitir a linhagem viral africana.

Além de confirmar o potencial de transmissão da febre amarela nas diferentes regiões, o estudo aponta que a eficiência para propagar o vírus varia entre as populações de mosquitos. Entre os vetores urbanos brasileiros, os Ae. aegypti do Rio de Janeiro apresentaram o maior potencial para disseminar o agravo, com mais de 10% dos mosquitos apresentando partículas virais infectantes na saliva 14 dias após a alimentação, independentemente da linhagem viral considerada. “De forma geral, verificamos que os Ae. aegypti e Ae. albopictus do Rio de Janeiro e de Manaus foram mais suscetíveis para transmitir os vírus da febre amarela, enquanto os insetos de Goiânia mostraram-se capazes de propagar a doença, mas com muito menos eficiência”, comenta Ricardo.

Os vetores silvestres do Rio de Janeiro apresentaram capacidade ainda maior para disseminação do agravo. Dependendo da linhagem do vírus considerada, 10% a 20% dos Hg. leucocelaenus apresentaram partículas infectantes na saliva 14 dias após a ingestão de sangue infectado. Já entre os Sa. albipirvus, esse percentual variou de 23% a 31%. Níveis semelhantes de competência vetorial foram observados entre os mosquitos Ae. aegypti e Ae. albopictus de Brazzaville, no Congo, o que, segundo os cientistas, reforça o potencial para transmissão da febre amarela urbana na também na África ocidental. De acordo com Dinair Couto, características comportamentais dos mosquitos Ae. aegypti e Ae. albopictus podem contribuir para a reurbanização da doença (foto: Gutemberg Brito, IOC/Fiocruz)

De acordo com Dinair Couto, características comportamentais dos mosquitos Ae. aegypti e Ae. albopictus podem contribuir para a reurbanização da doença (foto: Gutemberg Brito, IOC/Fiocruz)

 

Comparações do potencial de transmissão

Os dados indicam que a competência vetorial dos mosquitos Aedes para transmitir a febre amarela é menor do que para a disseminação de outras arboviroses. Em 2014, um estudo também liderado pelo IOC em parceria com o Instituto Pasteur apontou que 80% dos Ae. aegypti e 95% dos Ae. albopictus de algumas populações das Américas têm potencial para transmitir o vírus chikungunya apenas sete dias após ingerir sangue infectado. Com relação ao vírus zika, uma pesquisa publicada pelo mesmo grupo de cientistas em 2016 indicou que 60% a 93% dos Ae. aegypti do Rio de Janeiro podem disseminar a doença 14 dias após a ingestão de sangue infectado com linhagens virais isoladas no estado. No entanto, segundo os cientistas, considerando os hábitos comportamentais do Ae. aegypti e a grande frequência desse vetor nos ambientes urbanos brasileiros, os níveis verificados na pesquisa são suficientes para apontar o risco de transmissão urbana da febre amarela.

De acordo com os pesquisadores, o Ae. aegypti tem alto potencial para disseminar doenças devido ao contato constante com as pessoas: o mosquito estabelece seus criadouros dentro ou próximo das residências e se alimenta preferencialmente de sangue humano. Desta forma, o cenário observado no Rio de Janeiro, onde foram verificados os maiores níveis de competência vetorial dos mosquitos urbanos, além de alta capacidade de transmissão dos insetos silvestres, reforça a necessidade de alerta. “A febre amarela está às portas das cidades mais povoadas da costa atlântica brasileira, zona com uma das maiores densidades humanas de toda a América do Sul. A epidemia registrada em Angola, na África, no ano passado exemplifica a ameaça que isso representa. A partir de Angola, a doença chegou a países vizinhos, como a República Democrática do Congo e Uganda. A maioria dos casos foi registrada nas cidades, sugerindo a participação de vetores urbanos, especialmente o Ae. aegypti”, ressalta Ricardo.

Encontrado em matas, ambientes rurais, quintais e peridomicílios, os Ae. albopictus também podem contribuir para a urbanização da febre amarela. Segundo os cientistas, estes mosquitos se reproduzem em áreas com maior cobertura vegetal e costumam picar animais silvestres e domésticos, além do homem. “Os mosquitos Ae. albopictus podem se mover facilmente da floresta para locais periurbanos, e os maiores índices de infestação por essa espécie no Brasil são relatados nas regiões Sudeste e Sul, onde a febre amarela está circulando atualmente. Assim, devemos considerar a hipótese de que os insetos Ae. albopictus podem desempenhar o papel de ‘vetor de ponte’, ligando o ciclo silvestre ao ciclo urbano do agravo”, pondera Dinair.

Nas áreas peridomiciliares, as mesmas medidas adotadas contra o Ae. aegypti são importantes para combater o Ae. albopictus, incluindo evitar o acúmulo de água parada em garrafas, pratos de plantas e outros objetos deixados em quintais, assim como realizar a manutenção de calhas, instalar telas em ralos nesses ambientes e manter caixas d’água e outros depósitos bem vedados. A vacinação, nas localidades onde a imunização é indicada pelo Ministério da Saúde, também é fundamental para a prevenção da febre amarela.

Fonte: https://agencia.fiocruz.br/estudo-avalia-potencial-de-urbanizacao-da-febre-amarela

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11 Julho
Matéria
Fiocruz coordena projeto de prevenção ao vírus HIV
Por Sueli Maria

A Fiocruz coordenará o projeto de Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (ImPrEP) na América Latina, iniciativa que visa oferecer medicamentos antirretrovirais a cerca de 7.500 pessoas não infectadas pelo vírus do HIV. O objetivo do programa, que será lançado nesta quarta-feira (12/7) na Fiocruz, é reduzir o risco de aquisição da doença por via sexual. O foco são homens que fazem sexo com homens, mulheres transexuais e travestis. No Brasil, o Ministério da Saúde, através do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das [Infecções Sexualmente Transmissíveis] IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais, apoiará o projeto fornecendo todos os insumos, testes e medicamentos. O evento acontecerá às 9h, na Biblioteca de Obras Raras, no terceiro andar do Castelo Mourisco, na Fundação Oswaldo Cruz (Av. Brasil 4365, Manguinhos).

Inicialmente, o projeto contará com a participação de cidades em oito estados e, ao longo do primeiro ano, se expandirá para, pelo menos, um serviço em cada estado brasileiro. Além da profilaxia pré-exposição ao HIV, a iniciativa possibilitará a ampliação do diagnóstico das hepatites B e C, sífilis, HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis.

Financiado pelo Conselho Executivo do Fundo Internacional para a compra de Medicamentos (UNITAID, na sigla em inglês) e apoiado pela Fundação para Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec) da Fiocruz, o ImPrEP terá a duração de três anos e será realizado por um consórcio de instituições de ensino e pesquisa de Brasil, México e Peru, contando com o apoio dos ministérios da Saúde dos respectivos países.

Institutos

Na Fiocruz, o projeto será coordenado pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI). O Centro de Prevenção e Atenção Integral do HIV/Aids da Clínica Especializada Condesa será o responsável pela coordenação no México e no Peru a Universidade Cayetano Heredia será a coordenadora. 

No país, inicialmente o projeto contará com a participação de cidades em oito estados brasileiros e, ao longo do primeiro ano, a participação dos serviços será expandida a, pelo menos, um serviço em cada estado. No México, participarão cinco cidades (Cidade do México, Guadalajara, Puerto Vallarta, Oaxaca e Juchitan) e, no Peru, serão seis (Lima/Callao - províncias que concentram 71% dos casos de Aids do país -, Iquitos, Pucallpa, Tarapoto, Chiclayo e Trujillo).

 

Fonte: https://agencia.fiocruz.br/fiocruz-coordena-projeto-de-prevencao-ao-virus-hiv

 

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11 Julho
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Exame mental para diagnóstico de transtornos
Por Sueli Maria

A inexistência de testes laboratoriais para o diagnóstico de transtornos psiquiátricos é um fator que retarda, em alguns casos, a detecção da enfermidade, comprometendo o tratamento do paciente. Tradicionalmente, o diagnóstico é obtido por meio de uma avaliação psiquiátrica, em que o médico reconhece os sinais e os sintomas relatados pelo paciente e os classifica como depressão, esquizofrenia, transtorno bipolar ou de outra condição mental adversa. O sucesso dessa estratégia, subjetiva e sujeita a erros, depende em grande medida da experiência clínica do psiquiatra, da capacidade do paciente em reconhecer e expressar seus sintomas ou ainda do relato de familiares. Agora, um grupo de cientistas brasileiros avançou na tentativa de criar um exame laboratorial com o sangue do paciente para auxiliar o diagnóstico de esquizofrenia e transtorno bipolar, doenças psiquiátricas que, somadas, atingem 81 milhões de pessoas no planeta, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Até hoje, não existe nenhum teste para a identificação desses transtornos aprovado por autoridades da saúde, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o órgão correlato norte-americano Food and Drug Administration (FDA).

O estudo foi liderado pela química Ljubica Tasic, professora do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (IQ-Unicamp), em colaboração com pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e resultou no depósito de uma patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A metodologia é baseada na análise do conjunto de metabólitos (compostos resultantes das reações enzimáticas do metabolismo) contidos na fração líquida do sangue, o soro. Mais de 2 mil metabólitos, entre lipídios, aminoácidos, proteínas, ácidos e compostos aromáticos, compõem o soro.

“Um aspecto inovador do trabalho foi recorrer à metabolômica, uma plataforma recente que vem sendo aplicada em vários campos da medicina. No lugar de procurarmos alguns biomarcadores específicos associados a doenças psiquiátricas, analisamos um vasto conjunto de metabólitos presentes no sangue e fizemos um perfil metabolômico do paciente”, afirma a professora da Unifesp Elisa Brietzke, psiquiatra especializada em alterações metabólicas causadas por enfermidades mentais e uma das criadoras do método. “Recorremos a essa metodologia porque achamos ser improvável que apenas uma ou um pequeno grupo de substâncias no sangue possa identificar de forma confiável a presença de transtornos mentais complexos como a esquizofrenia e o transtorno bipolar.”

Técnica combinada
Cento e cinquenta voluntários participaram do estudo, sendo um terço deles pessoas saudáveis (o grupo-controle), um terço portadores de esquizofrenia e um terço, de transtorno bipolar – ou seja, os pesquisadores partiram de uma amostra bem caracterizada e definida de pessoas. Dessa forma, seria possível traçar o perfil metabolômico dos voluntários e associá-lo a cada um dos três grupos. A avaliação psiquiátrica dos voluntários foi feita pela equipe da Unifesp, coordenada por Elisa. Em seguida, amostras de sangue foram colhidas e preparadas para a análise pelo grupo de Mirian Akemi Hayashi, professora do Departamento de Farmacologia da Unifesp, e enviadas para a Unicamp. Para analisar o sangue dos voluntários e construir o perfil metabolômico, a equipe de Campinas associou a técnica de ressonância magnética nuclear de hidrogênio-1 (RMN de 1H) à quimiometria, uma abordagem estatística e matemática aplicada a problemas de origem química.

Na RMN de 1H, após a aplicação de uma radiofrequência na amostra de sangue que se encontra sob efeito de um campo magnético homogêneo e forte, os átomos de hidrogênio de moléculas presentes no soro emitem sinais, a partir dos quais se obtém um espectro. “Esse espectro contém sinais dos átomos de hidrogênio de todas as moléculas presentes no soro sanguíneo cuja concentração permite a sua detecção”, explica Ljubica. O passo seguinte foi recorrer à quimiometria para relacionar a qual metabólito correspondia o deslocamento químico que permitia separar os grupos analisados – o foco dos pesquisadores recaiu sobre aqueles que apresentaram maior alteração no perfil dos pacientes com esquizofrenia ou transtorno bipolar em relação aos das pessoas saudáveis. Essa etapa do trabalho teve a participação do químico Ronei Jesus Poppi, professor do IQ-Unicamp. Por fim, foram determinados os principais metabólitos alterados e identificou-se de qual grupo (saudáveis, esquizofrênicos ou com transtorno bipolar) a amostra de sangue testada pertencia.

“O desenvolvimento dessa primeira fase do projeto foi concluída com êxito, uma vez que as análises planejadas foram finalizadas”, comenta Ljubica. “Podemos afirmar que, entre os três grupos dos indivíduos estudados, foram detectadas diferenças entre vários aminoácidos, compostos aromáticos, D-glicose, ácidos, creatina e cadeias alifáticas de lipídios. Há alguns metabólitos que foram detectados em pacientes esquizofrênicos e outros somente em portadores de transtorno bipolar.”

Apesar dos bons resultados obtidos, a pesquisadora alerta que o teste não está pronto para uso. “O desenvolvimento de um kit diagnóstico é a perspectiva futura dos nossos estudos. Os metabólitos-alvo para esquizofrenia e transtorno bipolar deverão ser ainda validados e quantificados por outras técnicas.” Para isso, Ljubica planeja propor métodos químicos ou bioquímicos para análise qualitativa e quantitativa e que possam ser usados num teste de fácil detecção. A pesquisadora estima que serão necessários de cinco a 10 anos de pesquisa e aprimoramento, com financiamento da iniciativa privada, para o teste chegar ao mercado. A Agência de Inovação Inova Unicamp já está trabalhando no licenciamento da tecnologia.

Para o psiquiatra Luis Augusto Paim Rohde, professor do Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), iniciativas como a do grupo de pesquisadores da Unicamp e Unifesp são bem-vindas e devem ser estimuladas. “A busca por marcadores biológicos para doenças psiquiátricas é extremamente importante”, diz ele. “Mas a pesquisa precisa ser colocada em perspectiva. Trata-se de um estudo com amostragens pequenas, divididas em pacientes portadores de casos graves com um grupo-controle com desenvolvimento típico. Precisamos de auxílio no diagnóstico diferencial de casos com sintomas complexos e que muitas vezes fazem parte de diferentes diagnósticos.” Segundo Rohde, único brasileiro a participar da versão mais recente do manual de diagnósticos psiquiátricos norte-americanos, o DSM-5, “a direção que está sendo seguida é excelente, mas os resultados são preliminares”.

Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br/2017/01/10/exame-mental/

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10 Julho
Matéria
12 tendências de gestão para 2017
Por amanda.braga

1. Big Data
 
Big Data é um conjunto de dados muito grandes ou complexos que os aplicativos de processamento de dados tradicionais ainda não conseguem lidar. Os desafios desta área incluem: análise, captura, curadoria de dados, pesquisa, compartilhamento, armazenamento, transferência, visualização e informações sobre privacidade dos dados, os quais impactam diretamente o negócio de forma estruturada ou não.
 
2. Experiência social
 
Em 2017, haverá um aumento acentuado do interesse pela ética digital e uma ampliação do debate sobre o capitalismo consciente. As organizações, que já possuem foco na experiência do cliente e dos seus colaboradores, devem se dedicar também à experiência social. Isso significa levar em consideração o impacto que suas ações terão na sociedade e no meio ambiente, onde haverá custos ocultos e onde estarão mais expostas.
 
4. Inovação colaborativa
 
O maior desafio das organizações é se adaptar às inovações com agilidade. A solução é dar voz às partes interessadas e trazer inovação dirigida pelo usuário para o mercado, rápido.
As organizações terão de centrar seus esforços nas pessoas. A partir delas, a transformação ocorrerá. Será preciso, primeiro, inspirar pessoas/líderes/funcionários para criar, depois, um ambiente amigável às inovações e propenso a elas.
 
5. Experiências virtuais
 
Realidade virtual e realidade aumentada se tornaram assuntos mais frequentes em 2016 e continuarão a ter espaço em 2017. Além disso, veio a realidade mista. O jogo Pokémon GO, por exemplo, foi um exemplo das realidades misturadas levadas a um mercado amplo. Esta iniciativa combinou realidade virtual e a “vida real” em uma única experiência. A tendência é que as marcas e empresas trabalhem mais com essa fronteira que mistura realidade virtual e real em seus serviços e experiências.
 
6. Inteligência Artificial
 
A Inteligência Artificial (IA) está amadurecendo como ideia, embora ainda não seja uma realidade. Contudo, está evoluindo exponencialmente, como visto em chat bots (robôs de mensagem on-line), assistentes pessoais (Siri e Google Assistent) e outros programas de mensagens instantâneas. Em 2017, a IA continuará no foco de empresas e seus projetos, que precisarão torná-la mais emocionalmente inteligente e com mais capacidade de aprendizado - o que pavimentará o caminho para a nova geração de serviços digitais.
 
7. Storydoing ao invés de Storytelling
 
Em 2017, as organizações continuarão a contar histórias - focando no que elas estão fazendo, não apenas “no que estão dizendo” - o storydoing. Além disso, marcas terão de dar mais espaço para que os próprios consumidores contem as suas histórias, à sua maneira.
Para ir além de uma estratégia de marketing de conteúdo centrada na sua marca, concentre-se nas pessoas, dando ao seu público as rédeas para moldar e participar de suas próprias histórias. Desafie seu departamento de marketing a ser orquestrador, não criador dessas histórias.
 
8. Geração Z no mercado de trabalho
 
Chegou a hora de aprender a trabalhar com a geração Z, também conhecida como Millenium ou nativos digitais. É formada por jovens que nasceram a partir da metade da década de 90 até o ano de 2010.
O número da geração Z no mercado deve crescer muito em 2017 e as empresas devem saber como tratá-los, pois são pessoas que já nasceram em um mundo extremamente tecnológico e conectado, os quais, certamente, teriam muita dificuldade em trabalhar em uma organização com pensamento retrógrado e processos analógicos.
 
10. Home office
 
Com o advento da internet e do modelo empresarial de startups, cada vez mais as pessoas encontram formas de ganhar a vida por conta própria, muitas vezes, de maneira on-line. A liberdade de poder escolher como, onde e em que horário trabalhar dá o tom do futuro nas empresas. “A gente pode traduzir essa tendência como flexibilidade”, diz Mariane Guerra, VP de recursos humanos de ADP do Brasil. Entre os brasileiros, 77% querem ter controle e flexibilidade para trabalhar onde e do jeito que desejarem.
 
11. Educação corporativa a distância
 
A pesquisa O Futuro do Trabalho indica que 75% dos brasileiros entrevistados acham provável a adoção da tecnologia como o principal instrumento de aprendizado e registro de novos conhecimentos no meio corporativo.
As pessoas querem ter acesso ao aprendizado on-line e isso revoluciona a maneira como as empresas organizam seus treinamentos. A sofisticação das ferramentas de EAD tem paulatinamente enfraquecido resistências e essa modalidade de estudo, ano a ano, registra aumento no número de adeptos.
 
12. Autogestão
 
Mais uma tendência que aponta para o protagonismo do profissional no trabalho e para o avanço da tecnologia. Não há mais espaço para pegar na mão do funcionário e controlar sua produtividade. A administração do desempenho da equipe deixará de ser restrita aos gestores, o que deve redefinir a relação de trabalho entre superiores e subordinados. O mundo caminha para que as estruturas sejam menos hierarquizadas e mais colaborativas. Autogestão não significa que não haverá mecanismo de controle de desempenho. A tendência é que feedback e reconhecimento ganhem dinamismo e sejam feitos em tempo real.
 
Fontes:
 
http://www.fnq.org.br/informe-se/noticias/12-tendencias-de-gestao-para-2017
 
 

 

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10 Julho
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Vitamina C: fundamental para uma pele iluminada, protegida e rejuvenescida
Por Ivana Santos

As vitaminas, juntamente com os filtros UV são os ingredientes cosméticos mais importantes segundo uma análise dos consumidores. Sendo que, nenhum outro grupo de ingredientes ganhou tamanho nível de consciência como as vitaminas nos produtos para cuidado com a pele. Esta atitude altamente positiva oferece aos dermocosméticos contendo vitaminas um lugar de destaque nos armarinhos e especial nas nécessaires.
Pele iluminada, hidratada e com viço. Estes são alguns resultados visíveis de quem usa diariamente a vitamina C – aplicado diretamente na pele, em forma cosmética. A Vitamina C por si só é um produto multifuncional, pois apresenta três funções básicas:


1) Ação antioxidante: Estimula a eliminação de radicais livres — que são moléculas que causam danos às células e aceleram o processo de envelhecimento. Ela ainda protege o DNA da célula, o que irá minimizar a ação da radiação UVA, responsável pelo surgimento do câncer de pele e rugas.
2) Ação clareadora: Inibe a tirosinase, que é uma das fases da formação da mancha. Pode inclusive, no verão, ser indicada em substituição aos ácidos clareadores para tratamentos de melasma.
3) Estímulo da síntese de colágeno: A partir dos 25 anos, os fibroblastos diminuem a capacidade de produção de colágeno e da elastina, que são responsáveis pela sustentação e a firmeza da pele. O uso da vitamina C tem a capacidade de estender a vida útil dos fibroblastos e, com isso, manter seu funcionamento.
A Vitamina C sempre foi uma grande aliada nos tratamentos estéticos para clareamento, acne e rejuvenescimento cutâneo.
E agora iremos apresentar quatro tipos de Vitamina C muito utilizada na cosmiatria:

• Ascorbil Fosfato de Sódio
O Ascorbil fosfato de sódio, é derivado hidrofílico da vitamina C. É um sal sódico estável da vitamina C que possui, no mínimo, 45% de ácido ascórbico. Agente antioxidante, previne danos causados pela radiação UV e fotoenvelhecimento, estimula a síntese de colágeno e proliferação de fibroblastos. Possui ação clareadora e despigmentante, prevenindo e clareando manchas na pele. Sua atividade clareadora têm a capacidade de inibir a produção de melanina, inibindo o caminho da tirosinase pela ação quelante de algumas enzimas e também por reduzir a melanina oxidada, clareando a coloração escura obtida.

• Palmitato de ascorbila
Composto lipossolúvel sintético da vitamina C com ácido palmítico, que mantém a estabilidade da molécula proporcionando uma atividade fisiológica por um longo período de tempo após sua aplicação tópica, além de facilitar sua penetração. Suas propriedades farmacológicas incluem o aumento da atividade dos fibroblastos e de reservas de antioxidantes presentes na pele. Diminui a aparência de linhas e rugas, sendo mais efetivo no combate ao envelhecimento, não causa irritação devido ao seu pH neutro e apresenta melhor absorção cutânea e retenção quando comparado ao ácido ascórbico.

• Myrciaria dúbia (Camu Camu)
É uma fruta nativa da Amazônia, que apresenta grande importância devido ao seu elevado teor de Vitamina C, de 2.606mg/100g de fruto, superior ao encontrado na maioria das plantas. Rico em ácido ascórbico, este fruto possui antocianinas (antioxidante), potássio, betacaroteno, cálcio, ferro roboflavinas, dentre outros. Este composto permite que o ativo derivado do Camu Camu propicie ação anti-inflamatória, tonificante, anti estresse celular, adstringente, antioxidante, emoliente e nutriente. A ação antioxidante é a mais conhecida, com alta eficácia no combate aos danos dos radicais livres sobre o DNA.

• Kakadu plum Terminalia ferdinandiana
A ameixa Kakadu é originária do norte da Austrália reequilibra as células de defesa para a melhor proteção contra radicais livres preservando a juventude da pele com estímulo da síntese de colágeno e elastina, ocasionando a diminuição na aparência de rugas, e a luminosidade é reforçada para uma tez brilhante. Possui um eficiente sistema de autodefesa composto por um coquetel de vários potentes antioxidantes, sendo identificado como o super fruto com maior teor de vitamina C do mundo, 100 vezes mais do que a laranja.

 

Por Adélia Mendonça

Disponível em : http://negocioestetica.com.br/site/vitamina-c-fundamental-para-uma-pele-iluminada-protegida-e-rejuvenescida/

 

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07 Julho
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Comissão discute propostas para o enfrentamento da violência contra a mulher no GNDH
Por Katarina Vieira

Na manhã desta quinta-feira (16), integrantes da Comissão Permanente de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Copevid), se reuniram para mais um dia de discussões na primeira reunião ordinária de 2017 do Grupo Nacional de Direitos Humanos do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (GNDH/CNPG), em João Pessoa. Na ocasião, os membros do Ministério Público brasileiro estão tratando de temas relacionados a prevenção, o combate à violência contra a mulher, a justiça restaurativa em processo de violência doméstica, projetos de lei em tramitação no Congresso, além da organização para o próximo Encontro Nacional do Ministério Público para Enfrentamento da Violência Doméstica.

Veja matéria completa em: http://www.mppb.mp.br/index.php/noticias-android/96-mulher/3813-comissao-discute-novas-propostas-para-o-enfrentamento-da-violencia-contra-a-mulher-no-gndh

03 Julho
Matéria
Sibutramina e remédios para emagrecer: entenda!
Por Juliana Carreiro

Os anorexígenos são utilizados como coadjuvantes no tratamento de quadros de obesidade e, como qualquer medicamento, seu uso, com a indicação de reduzir o apetite, deve ser orientado por um médico. No caso dos inibidores de apetite, isso é ainda mais importante já que interferem em sistemas importantes do corpo humano.

Qual é a situação da sibutramina e de outros medicamento emagrecedores no Brasil e no mundo? Nos parágrafos abaixo esclarecemos quais são as regras para a venda desse tipo de medicamento, quais são os produtos autorizados, e os riscos relacionados a seu uso.

A obesidade é uma doença provocada por vários fatores como hábitos de vida, genética, condições econômicas, contexto cultural, entre outros. Por isso, a orientação dos profissionais é ainda mais importante para que o uso de medicamentos não se torne apenas um paliativo e gere o efeito “sanfona”, que é quando o paciente engorda e emagrece muito ao longo da vida.

 

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http://www.cff.org.br/noticia.php?id=4517&titulo=Sibutramina+e+rem%C3%A9dios+para+emagrecer%3A+entenda

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