Faculdade Maurício de Nassau UNINASSAU | Ser Educacional
14 Setembro
Maceió
Compreenda mais a Síndrome de Guillain-Barré
Por Taísa Silveira

O que é Síndrome de Guillain-Barré?
 
A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune que ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca parte do próprio sistema nervoso por engano. Isso leva à inflamação dos nervos, que provoca fraqueza muscular.
 
Tipos
 
Antigamente, acreditava-se que a Síndrome de Guillain-Barré era uma doença de um tipo só. Agora sabe-se que ela pode ocorrer de diversas formas, como:
 
Polirradiculoneuropatia Desmielinizante Inflamatória Aguda (AIDP)
 
É o tipo mais comum nos Estados Unidos. O sinal mais comum dessa forma da doença é a fraqueza muscular que começa na parte inferior do seu corpo e se espalha para cima.
 
Síndrome de Miller Fisher (MFS)
 
Aqui, a paralisia começa nos olhos. A MFS também está associada ao caminhar instável e ocorre em cerca de 5% dos pacientes com a Síndrome de Guillain-Barré. É mais comum na Ásia do que em qualquer outro lugar no mundo.
 
Outros
 
Neuropatia Motora Axonal Aguda e Neuropatia Motor-sensorial Axonal Aguda são tipos menos comuns nos Estados Unidos e são mais frequentes na China, no Japão e também no México.
 
Causas
 
O Ministério da Saúde confirmou que a infecção pelo Zika Vírus pode provocar também à Síndrome de Guillain-barré. No Brasil, a ocorrência de síndromes neurológicas relacionadas ao vírus Zika foi confirmada após investigações da Universidade Federal de Pernambuco, a partir da identificação do vírus em amostra de seis pacientes com sintomas neurológicos com histórico de doença exantemática. Deste total, quatro foram confirmadas com doença de Guillain-barré.
 
Na síndrome de Guillain-Barré, o sistema imunológico de uma pessoa, que é responsável pela defesa do corpo contra organismos invasores, começa a atacar os próprios nervos, danificando-os gravemente.
 
O dano nervoso provocado pela doença provoca formigamento, fraqueza muscular e até mesmo paralisia. A síndrome de Guillain-Barré costuma afetar mais frequentemente o revestimento do nervo (chamado de bainha de mielina). Essa lesão é chamada de desmielinização e faz com que os sinais nervosos se propaguem mais lentamente. O dano a outras partes do nervo pode fazer com que este deixe de funcionar completamente.
 
Fatores de risco
 
A síndrome de Guillain-Barré pode afetar todos os grupos etários. Pessoas inseridas dentro de determinados grupos podem estar sob maior risco do que outras, especialmente pessoas do sexo masculino e adultos mais velhos. Além disso, a síndrome pode ser desencadeada por:
 
Infecção com a Campylobacter, um tipo de bactéria frequentemente encontrada em aves mal cozidas
Vírus Influenza
Vírus de Epstein-Barr
HIV, o vírus da Aids
Pneumonia
Cirurgia
Linfoma de Hodgkin
Raramente, vacinas da gripe ou a vacinação infantil.
 
Sintomas de Síndrome de Guillain-Barré
 
Os sintomas típicos incluem:
 
Perda de reflexos em braços e pernas
Hipotensão ou baixo controle da pressão arterial
Em casos brandos, pode haver fraqueza em vez de paralisia
Pode começar nos braços e nas pernas ao mesmo tempo
Pode piorar em 24 a 72 horas
Pode ocorrer somente nos nervos da cabeça
Pode começar nos braços e descer para as pernas
Pode começar nos pés e nas pernas e subir para os braços e a cabeça
Dormência
Alterações da sensibilidade
Sensibilidade ou dor muscular (pode ser cãibra)
Movimentos descoordenados
Outros sintomas podem ser:
 
Visão turva
Descoordenação e quedas
Dificuldade para mover os músculos do rosto
Contrações musculares
Palpitações (sentir os batimentos cardíacos)
Os sintomas da Síndrome de Guillain-Barré podem piorar rapidamente. Os sintomas mais graves podem demorar apenas algumas horas para aparecer, mas a fraqueza que aumenta ao longo de vários dias é normal.
 
A fraqueza muscular ou a paralisia afeta os dois lados do corpo. Na maioria dos casos, a fraqueza começa nas pernas e depois se propaga para os braços. Isso é chamado de paralisia ascendente.
 
Os pacientes podem notar formigamento, dor nos pés ou nas mãos e descoordenação. Se a inflamação afetar os nervos do diafragma e do peito, e se houver fraqueza nesses músculos, a pessoa poderá necessitar de assistência respiratória.
 
Diagnóstico e exames
 
 
Alguns sintomas são emergenciais. Isso quer dizer que, se você senti-los, você deve procurar ajuda médica imediata. São eles:
 
Respiração interrompida temporariamente
Não conseguir respirar profundamente
Dificuldade para respirar
Dificuldade para engolir
Babar
Desmaios
Sentir vertigem ao se levantar
Perda de movimentos.
Diagnóstico de Síndrome de Guillain-Barré
 
A Síndrome de Guillain-Barré pode ser difícil de diagnosticar em seus estágios iniciais. Os sinais e sintomas são semelhantes aos de outras desordens neurológicas e eles podem variar de pessoa para pessoa.
 
Seu médico provavelmente começará seu diagnóstico fazendo perguntas sobre seu histórico clínico. Um histórico de fraqueza muscular crescente e paralisia pode ser um sinal da síndrome de Guillain-Barré, principalmente se houve uma doença recente.
 
Um exame médico pode mostrar fraqueza muscular e problemas nas funções involuntárias (autonômicas) do corpo, como pressão arterial e frequência cardíaca. O exame também pode mostrar se os reflexos, como os do joelho, estão diminuídos ou ausentes.
 
Pode haver sinais de diminuição da respiração causada por paralisia dos músculos respiratórios.
 
Os seguintes exames podem ser solicitados:
 
Amostra do líquido cefalorraquidiano (punção lombar)
Eletrocardiograma (ECG)
Eletromiografia (EMG), que testa a atividade elétrica nos músculos
Exame de velocidade de condução nervosa
Exames de função pulmonar
tratamento e cuidados
Tratamento de Síndrome de Guillain-Barré
Não existe cura para a síndrome de Guillain-Barré. Entretanto, há muitos tratamentos disponíveis para ajudar a reduzir os sintomas, tratar as possíveis complicações e acelerar a recuperação do paciente.
 
Quando os sintomas são graves, a hospitalização será recomendada para dar continuidade a um tipo de tratamento mais específico, que pode incluir aparelhos de respiração artificial.
 
Nos estágios iniciais da doença, tratamentos que removem ou bloqueiem a ação dos anticorpos que estão atacando as células nervosas podem reduzir a gravidade e a duração dos sintomas da Síndrome de Guillain-Barré.
 
Um desses métodos é chamado de plasmaferese e é usado para remover os anticorpos do sangue. O processo envolve extrair sangue do corpo, geralmente do braço, bombeá-lo a uma máquina que remove anticorpos e depois enviá-lo novamente ao corpo.
 
Outro método é bloquear os anticorpos usando altas doses de imunoglobulina. Nesse caso, as imunoglobulinas são adicionadas ao sangue em grandes quantidades, bloqueando os anticorpos que causam a inflamação.
 
Outros tratamentos disponíveis têm por objetivo prevenir complicações.
 
Podem ser utilizados anticoagulantes para prevenir coágulos sanguíneos
Se o diafragma estiver debilitado, pode ser necessário o uso de um auxílio respiratório ou até mesmo de um tubo e um ventilador respiratórios
A dor é tratada com remédios anti-inflamatórios e narcóticos, se necessário
O posicionamento adequado do corpo ou um tubo de alimentação podem ser empregados para evitar engasgar durante a alimentação se os músculos usados para deglutição estiverem debilitados.
Medicamentos para Síndrome de Guillain-Barré
Os medicamentos mais usados para o tratamento da síndrome de Guillain-Barré são:
 
Doxiciclina
Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.
 
Convivendo/ Prognóstico
 
Após os primeiros sinais e sintomas, a doença tende a agravar-se progressivamente para cerca de duas semanas. Os sintomas atingem seu ápice em aproximadamente quatro semanas.
 
A recuperação começa logo depois, geralmente com duração de seis meses a um ano, embora para algumas pessoas possa demorar até três anos.
 
Complicações possíveis
 
Se não for tratada, a síndrome pode evoluir algumas complicações de saúde graves:
 
Dificuldade para respirar (insuficiência respiratória)
Contraturas das articulações ou outras deformidades
Trombose venosa profunda (coágulos sanguíneos que se formam quando alguém está inativo ou confinado a uma cama)
Maior risco de infecções
Pressão arterial baixa ou instável
Paralisia permanente
Pneumonia
Lesões na pele (úlceras)
Aspiração de alimentos ou líquidos para dentro do pulmão
Expectativas
A recuperação pode demorar semanas, meses ou anos, mas não existe cura para a síndrome de Guillain-Barré. A maioria das pessoas sobrevive e se recupera completamente. Sintomas de fraqueza podem persistir em algumas pessoas por muitos anos mesmo com tratamento.
 
É mais provável que o prognóstico do paciente seja muito bom se os sintomas desaparecerem dentro de três semanas do início da doença.
 

09 Novembro
ARTIGO
Confira artigos sobre Exercícios Físicos
Por Pedro Dutra

Prezados discentes,

A prática de exercício físico ao ar livre é uma estratégia eficiente quando se objetiva melhora na saúde e aderência em programas de exercício físico. Conhecer os efeitos que o ambiente natural promove na emoção e percepção pode ser diferencial para determinadas condições (ex: indivíduo com depressão, transtorno de ansiedade...). Nesse sentido, disponibilizo artigos científicos que abordam essa temática. Leiam e usem esse conhecimento para ampliar a atuação profissional de vocês.

Att.

23 Outubro
ARTIGO
Você!
Por Mariana Araújo

Você! Sim, é você! Não é o senhor, não! Nem é a senhora! É você mesmo!

Uma das grandes dúvidas dos alunos é o uso do pronome de tratamento “você”. “Você” indica, no discurso, a segunda pessoa, isto é, a pessoa com quem se fala. No entanto, gramaticamente, ele funciona como terceira: Eu sou. Tu és. Ele é. Ela é. Você é. E aí surge o impasse. Se “você” indica a segunda pessoa, não deveria seguir o pronome “tu”?

Pois vou contar a você o motivo, digníssimo leitor. E não se apresse em me julgar. Não pretendo tratá-lo mal, ilustríssimo leitor, chamando-o por você, de forma tão descuidada, ao invés de utilizar “o senhor” ou “a senhora”.

Acontece que “você” é a evolução da palavra “vossa mercê”, forma de tratamento assaz respeitosa usada no português há alguns séculos atrás. Não obstante, o povo passou a falar “vosmicê”, ao invés do difícil “vossa mercê”. Com o passar dos anos, a palavra se reduziu a “você”, perdendo o sentindo formal que outrora lhe fora conferido. Desta feita, embora o pronome marque a segunda pessoa do discurso, ele utiliza a terceira pessoa da gramática para assinalar que se trata de um uso formal, respeitoso. Isso se dá em várias línguas. No italiano, por exemplo, o pronome de tratamento “Lei” pode significar “Ela” ou “O senhor”, “A senhora”, quando usado no sentido formal. Portanto, a frase “Lei è intelligente” pode ser traduzida como “Ela é inteligente” ou por “O senhor/a senhora” é inteligente”. Dependerá do contexto para sabermos se a oração se refere à segunda ou à terceira pessoas.

Em Portugal, ainda hoje o pronome de tratamento “você” equivale a “o senhor”, “a senhora”. Se lá dissermos “Você me empresta a sua caneta?”, estaremos sendo formais e corteses com o nosso interlocutor. No Brasil, entretanto, esse sentido se perdeu e, quando queremos indicar  respeito, preferimos usar “o senhor” ou “a senhora”.

Portanto, esteja certo do meu apreço por você, distinto leitor! 

Por

Gabriel da Cunha Pereira

26 Setembro
ATIVIDADE
Veja o regulamento do incentivo ao Congresso de Saúde
Por Italo Torres

Para incentivar ainda mais a participação dos (as) alunos (as) nas palestras oferecidas no XI Congresso Nacional de Fisioterapia, bem como a produção de trabalhos acadêmicos oriundos dos conteúdos abordados no Congresso e entendendo que este espaço é campo para o aprimoramento acadêmico, a Coordenação Acadêmica dos cursos de Saúde autoriza que os alunos produzam um paper, valendo até 1,0 (um) ponto na AV1, em cada disciplina. Os trabalhos deverão ser entregues diretamente aos professores. 
 
Em anexo, segue o regulamento para que todos estejam cientes. Lembro ainda que o prazo para submissão de trabalhos foi prorrogado até 15/10/2017.

26 Julho
ARTIGO
Professor de Fisioterapia da UNINASSAU publica artigo em revista
Por Marcello Guedes

O professor Claudio Bruno, docente de Fisioterapia da Faculdade UNINASSAU, publicou na Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical o artigo "Polymorphisms in Toxoplasma gondii: role of atypical strains in unusual clinical manifestations of toxoplasmosis". Confira a publicação no campo "Anexo" abaixo.

20 Junho
Artigo
Odontologia digital: um futuro promissor
Por Larissa Kattiney

A busca constante por métodos de tratamento que aliem resultados estéticos e duradouros com facilidade de execução e redução de tempo, tanto para o profissional quanto para o paciente, é sem dúvida uma característica marcante da odontologia contemporânea. O uso de tecnologias digitais está mudando todas as áreas profissionais da sociedade, e não seria diferente na odontologia. A principal inovação na área é no desenvolvimento CAD/CAM de tratamentos odontológicos nos segmentos de próteses dentárias, ortodontia e cirurgia oral.

A expressão CAD-CAM vem do inglês Computer Aided Design – Computer Aided Manufacturing, que traduzido para o português significa desenho assistido por computador – ou fabricação assistida por computador. Com base nesse sistema, as restaurações indiretas podem ser planejadas e criadas com auxílio do computador, eliminando o caráter artesanal desse processo que antes era realizado exclusivamente por um técnico em prótese dental. Portanto, o CAD-CAM representa a junção de conhecimentos de informática e engenharia com as necessidades da clínica odontológica: a imagem de uma restauração indireta é deslocada para um computador e em seguida sua confecção é feita por uma máquina de fresagem, atuando como uma espécie de impressora 3D.

A odontologia digital está presente em diversos segmentos da odontologia, desde as áreas de gestão administrativa, comunicação e marketing até educação continuada, pesquisa e desenvolvimento, diagnóstico por imagens, planejamento e execução de tratamentos nas áreas de estética bucal, prótese dentária, ortodontia e cirurgia oral.

De acordo com Claudio Pinheiro Fernandes, professor adjunto e coordenador do Núcleo de Odontologia Sustentável do Instituto de Saúde de Nova Friburgo da UFF (Universidade Federal Fluminense) e membro do Comitê de Assessoramento da Agência de Inovação AGIR/UFF, as tecnologias digitais oferecem aos pacientes diversos benefícios, como maior controle de agendas, que aumenta a eficácia no retorno de atendimento e redução de exposição aos raios-X nos exames radiológicos, visto que os sensores digitais são mais sensíveis que os analógicos. “Nota-se também o aumento do controle de qualidade na produção de próteses dentárias. Entretanto, alguns desafios ainda merecem cautela, como os riscos de manipulação de dados e imagens clínicas, bem como a produção indevida de componentes de implantes por sistemas de CAD-CAM, sem atender às devidas exigências regulatórias ou mesmo às normas técnicas existentes ou às boas práticas de fabricação”, destacou.

Produtividade x custo

Tecnologias digitais podem aumentar consideravelmente a produtividade clínica, reduzir o desperdício e otimizar a rotina dos profissionais. Tais fatores atuam para melhorar o resultado econômico de um empreendimento de saúde tanto público quanto privado. “Existem custos elevados para conversão das rotinas convencionais para digitais, como o de equipamentos, de treinamento de funcionários e da própria capacitação da equipe técnica odontológica”, disse o professor. Segundo ele, a falta de soluções de financiamento de baixo custo e as reduzidas oportunidades de incentivo ainda tornam os custos de entrada expressivos: “Assim como aconteceu em outros mercados, as tecnologias digitais oferecem ao profissional aumento na produtividade e na qualidade dos tratamentos, além de garantir maior controle sobre a administração do consultório”, frisou.

Leia na íntegra clicando no link http://cimes.org.br/?noticias=congresso-enfatizou-a-odontologia-digital-como-oportunidade-para-inovacao-no-mercado-brasileiro.

 

12 Junho
Artigo
Medicamentos em xeque
Por Juliana Carreiro

Até que um medicamento seja lançado, ele costuma passar por três fases de pesquisa. Já no mercado, ele continua a ser monitorado. O objetivo é garantir a eficácia, claro, e a segurança da droga para as pessoas. Esse processo pode levar anos, mas, segundo um movimento que cresce no mundo todo, não é o suficiente.

Cientistas, médicos e observadores da área de saúde, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, estão pressionando a indústria farmacêutica e as agências de vigilância sanitária para que elas tornem públicos os relatórios dos testes dos medicamentos. A ideia é que, de posse desses dados, pesquisadores independentes possam revisá-los para certificarem-se de que estão corretas as informações apresentadas pelas empresas às agências que aprovam os medicamentos. A preocupação tem procedência: é a indústria farmacêutica que financia e coordena os estudos clínicos, o que causa conflitos de interesse.

Link: 

http://www.cff.org.br/noticia.php?id=4496&titulo=Medicamentos+em+xeque

06 Junho
Artigo
Qual a sua desculpa por não parar de fumar?
Por Larissa Kattiney

Neste dia 31 de maio celebramos uma data importantíssima para a saúde pública do Brasil e do mundo, o Dia Mundial de Combate ao Tabaco. Criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para servir de alerta sobre doenças relacionadas ao tabaco e mortes que, infelizmente, poderiam ser evitadas.

Ao todo, cerca de 6 milhões de pessoas morrem por ano em todo o mundo por doenças provocadas pelo tabaco. O triste nesta história é que, segundo a ANS, 10% destas mortes são de fumantes passíveis, ou seja: pessoas que não fumam, mas frequentam ambientes ou passam muito tempo perto de pessoas que fumam frequentemente. As doenças que são ocasionadas por esses produtos e suas substâncias são gravíssimas, como: câncer, derrame, infarto e problemas pulmonares.

Para a saúde bucal não é diferente. É comprovado cientificamente que pessoas com o hábito de fumar detém uma maior chance de adquirir câncer de boca, leucoplasia e doenças periodentais, além de interferir na eficácia de tratamentos de implantes e em diversos outros. Com o vício do fumo, a pessoa naturalmente tem as defesas do seu organismo reduzidas, o que dificulta também no processo de cicatrização e na recuperação de tratamentos odontológicos como: raspagem, cirurgias periodentais e osseointegração de implantes dentários.

Outros problemas causados pelo fumo:

Gengivas e dentes escuros

O cigarro estimula a produção de melanina na área da boca causando manchas nas gengivas dos fumantes. Nos dentes, os componentes do cigarro auxiliam na formação de placa bacteriana, que inicialmente é incolor, mas se torna amarela, escurecendo os dentes.

Para ler a matéria na íntegra clique no link

06 Junho
Artigo
Prejuízo anual do tabagismo para o Brasil é de R$56,9 bilhões
Por Juliana Carreiro

Indicação de leitura.

No Dia Mundial sem Tabaco, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) e o Ministério da Saúde (MS) lançam em cerimônia na sede do INCA no Rio de Janeiro o estudo “O Tabagismo no Brasil: morte, doença e política de preços e impostos”, relativo ao ano de 2015, que apurou, pela primeira vez, o custo do tabaco para o Brasil. O consumo de cigarros e outros derivados do tabaco causou um prejuízo de R$56,9 bilhões ao país: R$39,4 bilhões em custos médicos diretos e R$17,5 bilhões em custos indiretos, decorrentes da perda de produtividade devido à morte prematura e incapacitação de trabalhadores.

O estudo apurou que a arrecadação total de impostos pela União e estados com a venda de cigarros no país em 2015 foi de R$12,9 bilhões. Ou seja, o saldo negativo do tabagismo para o país foi de R$44 bilhões.

Ainda pior que o impacto econômico é o rastro de mortes deixado pelo tabagismo. Apesar da significativa redução na prevalência de fumantes, resultado da exitosa política nacional de controle do tabaco, o estudo aponta que o tabagismo foi responsável por 156.216 mortes no Brasil em 2015, que representam 12,6% de todos os óbitos de pessoas com mais de 35 anos. As mulheres que fumam perdem em média 6,7 anos de vida e os homens, 6,1 anos. Entre os ex-fumantes, as mulheres perdem 2,4 anos de vida e os homens, 2,7 anos.

A pesquisa teve coordenação científica da Fundação Oswaldo Cruz e do Instituto de Efectividad Clínica y Sanitaria (IECS), da Universidade de Buenos Aires. O INCA financiou a pesquisa por meio de um acordo técnico com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS). O financiamento também contou com subsídios de pesquisa outorgados pelo International Development Research Centre (IDRC), do Canadá.

Segundo o estudo, as doenças relacionadas ao tabaco que oneraram em 2015 os sistemas público e privado de saúde no Brasil foram: doença pulmonar obstrutiva crônica-DPOC (principalmente enfisema e asma), R$16 bilhões; doenças cardíacas, R$10,3 bilhões; tabagismo passivo e outras causas, R$4,5 bilhões; cânceres diversos (de esôfago, estômago, pâncreas, rim, bexiga, laringe, colo do útero, leucemia, etc.), R$4 bilhões; câncer de pulmão, R$2,3 bilhões; acidente vascular cerebral (AVC), R$2,2 bilhões; e pneumonia, R$146 milhões.

O estudo divide em duas categorias os prejuízos por produtividade perdida associada ao tabagismo. As mortes prematuras (de homens com menos de 60 anos e mulheres com menos de 55 anos) levaram a perdas de R$7,5 bilhões e as incapacitações de trabalhadores representaram R$10 bilhões.

Do total de 156.216 óbitos relacionados ao tabaco, 34.999 foram por doenças cardíacas, 31.120 por DPOC, 26.651 por cânceres diversos, 23.762 por câncer de pulmão, 17.972 por tabagismo passivo, 10.900 por pneumonia e 10.812 por AVC.

O trabalho também levantou o número de pessoas que adoeceram no Brasil em 2015 por causas atribuíveis ao tabaco: 477.470 adoeceram por doenças cardíacas, 378.594 por DPOC, 121.152 por pneumonia, 59.509 por AVC, 46.650 por cânceres diversos e 26.850 por câncer de pulmão.

Fonte:

http://www.cff.org.br/noticia.php?id=4478

19 Maio
Artigo
Você sabe o que é a Internet das Coisas?
Por Mariana Meirelles

Você já deve ter ouvido falar de Internet das Coisas. Pode ter certeza, você ouvirá muito mais. O termo descreve um cenário em que numerosos objetos do seu dia a dia estarão conectados à internet e se comunicando mutuamente. Mas o que exatamente isso quer dizer? Essa conectividade toda é necessária? Como tantos objetos distintos estarão conectados? Qual a importância disso para o nosso cotidiano? Você encontrará as respostas para essas e outras perguntas nas próximas linhas.

Confira a matéria completa aqui.

Páginas