Faculdade Maurício de Nassau UNINASSAU | Ser Educacional
30 Novembro
NOVEMBRO AZUL
Novembro Azul na UNINASSAU Caruaru
Por Jose Oliveira

Ocorreram nos dias 05; 12; 19 e 26 de novembro ações alusivas ao Novembro Azul na instituição. No primeiro dia, das 8h às 12h, foi realizado pelos discentes dos cursos de saúde de Enfermagem, Nutrição, Odontologia, Fisioterapia e Biomedicina, sob a orientação do Nutricionista Professor Adriano Oliveira, as seguintes ações de saúde: aferição de pressão arterial, aferição de glicemia capilar, aferição do peso, aferição da altura, cálculo do índice de massa corporal – IMC, orientações alimentares, detecção precoce do câncer oral, encaminhamentos para serviços de saúde e médicos urológicos. 

No dia 12 de novembro,  das 19h às 22h, na sala 201 bloco A da IES, foi realizada Palestra falando sobre “Promoção de saúde em homens com foco as infecções sexualmente transmissíveis” com a Enfermeira Sanitarista Professora Laryssa Grazielle.  O evento ainda contou com as palestras “Diagnóstico e detecção precoce do câncer de próstata por imagem” , ministrada pela médica radiologista Natália Couto,  e“Desvendando o câncer de próstata”  com a enfermeira e professora Andréa Ligia. Confira as fotos:

 

13 Outubro
Salvador
Dispositivo auxilia na identificação de tecido tumoral
Por Edjacy Lopes

Os métodos empregados atualmente para determinar os limites entre os tecidos tumorais e sadios durante a cirurgia são lentos e, às vezes, imprecisos. O mais conhecido é o de criosecção, em que uma amostra do tecido é retirada, preparada e submetida à avaliação de um patologista. O procedimento leva em torno de 30 minutos, prolongado o tempo da cirurgia, o que pode colocar o indivíduo em risco. O problema é que nem sempre os resultados são acurados. Muitas vezes, além de tecidos tumorais, removem-se também partes de tecido saudável.
 
O dispositivo desenvolvido pelos pesquisadores se vale do metabolismo descontrolado característico das células cancerígenas. Todas as células, saudáveis ou tumorais, geram moléculas responsáveis pelos processos metabólicos. Cada tipo de célula cancerígena produz tipos específicos dessas moléculas, os metabólitos, que acabam funcionando como marcadores para a doença.
 
Em contato com o tecido, o MasSpec Pen dispara uma pequena gota d’água, que absorve os metabólitos. A gota, então, é sugada de volta para o aparelho. Os dados sobre os metabólitos são enviados a um espectrômetro de massa, que faz a análise com base em um banco de dados molecular desenvolvido pela equipe de Lívia a partir de 253 amostras de tecido humano.
 
Ao completar a análise, o dispositivo apresenta o resultado lançando as palavras “Normal” ou “Câncer” na tela do computador. “No caso de alguns tipos de tumor, como os de pulmão, o aparelho consegue identificar até mesmo o subtipo da doença”, explica Lívia. Segundo ela, o aparelho teve um bom desempenho em testes iniciais envolvendo as 253 amostras de tecido humano, apresentando um diagnóstico preciso em 96% dos casos. O aparelho também foi testado em modelos animais, com camundongos. O próximo passo é submeter a nova tecnologia a testes clínicos em seres humanos, utilizando-a em cirurgias para extirpação de tumores no ano que vem.
 
Fonte:
EBERLIN, L. S. et al. Nondestructive tissue analysis for ex vivo and in vivo cancer diagnosis using a handheld mass spectrometry system. Science Translational Medicine. v. 9, n. 406, p. 1-11. set. 2017.