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18 Julho
MEDICINA VETERINÁRIA
Um olhar sobre a depressão em pets
Autor: Emanuel Filho
Confira o texto e saiba como identificar

 

Os nossos mais fieis companheiros também podem ser acometidos por sérios problemas psicológicos, tais como a ansiedade e a depressão. Do ponto de vista clínico a depressão se caracteriza como um transtorno mental manifestado através de uma tristeza recorrente e persistente, acompanhada por um sentimento de apatia para as atividades cotidianas. Pontualmente, podemos destacar uma ausência ou diminuição (que merece atenção) do interesse do pet pelas caminhadas, brincadeiras, interações, entre outras.

Diversos estudos investigam os gatilhos que podem desencadear a depressão em pets e em decorrência do avanço observado na área, essa doença alcança notoriedade e distancia-se da condição de mito.

Mas, afinal quais os agentes que podem causar depressão em pets? Antes de elencarmos alguns elementos, é muito importante ressaltar que após períodos de atividades ou brincadeiras, seu animalzinho, naturalmente, pode apresentar um desinteresse em continuar com essas atividades ou até mesmo de se alimentar. Neste caso, o cansaço que se estende por algumas poucas horas é natural. Contudo, se essa “condição de cansaço” perdurar demais, é hora de procurar um Médico Veterinário, pois tal como em humanos, a depressão em nossos companheiros é silenciosa e apresenta-se através de sutis alterações.

Os elementos mais recorrentes no desenvolvimento do quadro depressivo em Pets são:

  • Eventos traumáticos;
  • Sentimento de abandono;
  • Espaço Limitado;
  • Inclusão de novos componentes no seio familiar;
  • Morte de tutor ou de companheiro pet.

 

Alterações comportamentais que se manifestam quando seu animalzinho está deprimido: Desinteresse nas atividades rotineiras que antes eram desejadas; Evitam contato com pessoas e outros pets; Ocorrência de lambedura excessiva e mordidas que geram ferimentos; perda de apetite e aumento do tempo de repouso.

Uma vez diagnosticada a depressão, o médico veterinário prescreverá o tratamento medicamentoso, terapias especializadas para determinação de gatilhos e acompanhamento psicológico.

Prevenção é o melhor caminho. Dedique tempo para o estabelecimento de uma rotina, demonstre carinho, cuidados e preparos quando as mudanças forem necessárias.

 

 

Por: Lidyane Lima – docente do curso de medicina veterinária da Uninassau João Pessoa.

 

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